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FÁBRICA DA PRIO | PORTO DE AVEIRO
Biodiesel com menores emissões promove economia circular

Na fábrica da Prio, no Porto de Aveiro, já é feito biocombustível com 15% de incorporação de biodiesel, permitindo economias até 4% e menores emissões de 22% face ao gasóleo tradicional.

Uma das várias unidades de negócio da Prio é a produção de biodiesel – que é integrado em 7% no gasóleo que é vendido em Portugal.

O biodiesel é um combustível biodegradável proveniente de fontes renováveis. E a unidade fabril que a empresa possui em Aveiro é o berço deste biocombustível produzido através do recurso a óleos alimentares usados (em cerca de 70%), complementados com óleos vegetais virgens, como colza (no inverno) e soja (no verão).

Em termos técnicos, o biodiesel é designado por FAME (Fatty Acid Methyl Esters), pois é constituído por ésteres metílicos de ácidos gordos (substâncias resultantes da ação de um ácido orgânico sobre um álcool), essencialmente ésteres em C16 e C18, saturados e insaturados.

A Prio, empresa 100% portuguesa, é mesmo o maior produtor de biodiesel em Portugal: desde a entrada em produção da sua fábrica em agosto de 2007, num investimento de 32 milhões de euros, já foram vendidos mais de 1.000 milhões de litros deste carburante.
Porto de Aveiro recebe óleo

O Parque de Tanques da Prio (instalado em cerca de quatro hectares do Terminal de Granéis Líquidos do Porto de Aveiro com uma capacidade total de 76.292 m3) está ligado, através de pipeline, à Ponte de Cais 26, do Porto de Aveiro (local de atracagem dos navios para receção e expedição dos diversos produtos armazenados) e à fábrica de biodiesel.

A Prio recebe, assim, o óleo por navio ou por camião cisterna, sendo armazenado até se dar início ao processo de transformação.

A produção de biodiesel passa por várias etapas e processos: a transesterificação é o principal deles, consistindo na reação dos triglicerídeos do óleo com um álcool, na presença de um catalisador.

Este mecanismo de grande complexidade técnica resulta, em primeiro lugar, na ação de produção de biodiesel com as especificações corretas e, em segundo lugar, no tratamento dos subprodutos, para que adquiram as condições necessárias à sua comercialização (caso da glicerina e sabões).

O pólo industrial de Aveiro, com uma capacidade de 113.880 toneladas por ano, tem um laboratório de controlo de qualidade que funciona em permanência, 24 horas por dia.

Assim se assegura que o biodiesel ali produzido para alimentar os cerca de 250 postos de abastecimento da Prio, de norte a sul, cumpre a Norma Europeia de Qualidade EN14214.

Outra especificidade é que o biodiesel tem ainda teores de água e contaminantes com níveis mais baixos que os permitidos pela norma europeia de qualidade.

Este facto garante que não apenas qualquer motor a gasóleo movido a biodiesel mantenha o seu desempenho (com diminuição, ao mesmo tempo, do seu impacto no meio ambiente), como também, por outro lado, o biodiesel, pelas suas características de solvência e viscosidade, surge como um bom plastificante, que pode ser utilizado em diversas formulações de poliuretanos, funcionando como uma alternativa segura aos tradicionais produtos com implicações negativas no ambiente.

Além de provir de fontes renováveis, os biocombustíveis têm uma grande eficiência, elevados níveis de cetano (que levam a uma combustão de melhor qualidade, permitindo uma ignição rápida, mas uma combustão lenta) e uma boa lubricidade conferida pelo baixo teor de enxofre, importante para reduzir o desgaste da fricção dos componentes normalmente lubrificados pelo combustível, levando a um aumento do seu tempo de vida.

Análises efetuadas pela Prio, em conjunto com outras entidades, apontam para que as misturas de biodiesel com gasóleo mais favoráveis ao consumidor sejam, inclusive, as que contêm entre 10 e 30% de biodiesel.

Um dos produtos desenvolvidos pela Prio em Aveiro, o Eco Diesel, possui já 15% de incorporação de biodiesel, permitindo, segundo a empresa, maior eficiência (até -4% face ao Diesel) e menores emissões (-22% face ao gasóleo).

Segundo a Prio, a diminuição de consumo é bastante visível nestes casos, embora a percentagem ideal dependa dos percursos mais frequentes, do tipo de condução e do motor do veículo.

Apesar do Governo ter adiado nos últimos três anos o aumento das metas de incorporação de biodiesel previstos na lei em vigor (estando atualmente nos 7%), a tendência será, todavia, para que a incorporação dos biocombustíveis aumente progressivamente, até por imposição da Diretiva para as Energias Renováveis (RED), com os produtores nacionais a defenderem uma meta de 10% já para 2020.

O Orçamento de Estado do próximo ano deverá, contudo, clarificar este assunto.

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Data: 2019-10-13



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