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MANUEL PEDRO RUSSO PADRE
Moliceiros em miniatura

Aos 75 anos, Manuel Pedro Russo Padre continua “muito atarefado” no seu ateliê caseiro, “de volta” de miniaturas de ‘palheiros’ e barcos Moliceiros.

Não foi por acaso que “fez a vida” como pintor da construção civil, por conta própria, já que evidenciou desde novo talento para as artes manuais que só veio a experimentar a sério mais tarde.

Construiu brinquedos de madeira para os filhos e foi um dos mais requisitados para “brincadeiras”, como executar os carros alegóricos dos desfiles carnavalescos locais ou os arcos das marchas populares.

“A falta de trabalho”, a dada altura da vida, quando já se aproximava a reforma, levou-o, com apoio da família, a “compensar” com o artesanato “para não ficar desamparado”. E não parou, até hoje. “Comecei com este tipo de peças e tornou-se engraçado. Correu bem”, referiu.

Manuel Padre é conhecido pelas suas peças de tamanho reduzido em contraplacado marítimo. O grosso do seu trabalho tem sido embarcações típicas (barcos moliceiros) e antigos ‘palheiros’ da Costa Nova, popularmente conhecidos como ‘casas pijama’, devido às suas fachadas com listas verticais coloridas. Estas últimas peças têm uma particularidade, que as tornou também úteis, pois podem servir também como mealheiros.

“Andei muitos anos a trabalhar na Costa Nova, a pintar aquelas casas que existem por lá, ganhei o gosto pelos ‘palheiros’ e influenciou-me”, explicou.

Manuel Padre, que “aprecia mostrar a arte ao vivo”, recebendo as pessoas na pequena oficina da Rua de Alqueidão, tem “vários modelos” para as suas casas ‘tipo cofre’ de quase 20×20 cm, com a chaminé a servir para meter moedas.

Mas também vai ao encontro de “alguns pedidos especiais” que lhe chegam de clientes e já fez réplicas do ‘palheiro’ da marinha da Troncalhada, uma das mais emblemáticas salinas de Aveiro.

“Casas espalhadas pelo mundo inteiro”

Do número de exemplares construídos “já perdeu a conta”, mas uma coisa é certa: “eu sei é dizer que tenho casas espalhadas pelo mundo inteiro”, graceja com orgulho.

A execução dos ‘palheiros’ tem “a sua ciência e exigência”, pelos materiais, cores e outros cuidados por trabalhar em ponto pequeno. “Não se pense que é fácil de fazer, é muito complicado. Vejo casas parecidas em barro, mas em madeira, feitas como estas, não há”, garantiu.

O mesmo argumento aplica aos barcos moliceiros. “A perfeição exige muito trabalho”, insistiu.

O preço das peças “são uma ajuda, não é para ganhar muito dinheiro, mas para estar entretido a fazer alguma coisinha “, variando, nas ‘casinhas’, dos 85 aos 95 euros, enquanto que os Moliceiros chegam a 120 euros, em ambos os casos, reflectindo “os materiais, as horas empregues e muita paciência”.

O artesão, que foi durante muitos anos bombeiro na corporação ilhavense, tem novidades. Por sugestão da filha, começou a fazer réplicas das chaminés das velhas casas do bairro da Malhada, “muito típicas e lindas” graças às decorações com motivos marítimos. Uma nova coleção em curso.

Manuel Padre sente forças para prosseguir o trabalho no artesanato, apesar do avançar da idade. “Ainda agora, no meu aniversário, os amigos deram-me muito incentivo para continuar, recebi centenas de mensagens no Facebook”, concluiu.

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Data: 2018-01-17

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